sábado, 21 de março de 2009

A... o que mesmo?

No silencio tudo se dobra*
Tudo corta
Tudo comove
Entorpece
Enlouquece
Seu silêncio quase ensurdece.
Queria falar o que sinto,
mas é muito cedo para isso.

Será que além do que foi visto e dito há
escondido o que realmente queremos?
Pois o que é dito nem sempre forja
a natureza das coisas.
E fica nas entrelinhas a verdade
explícita da perda de tempo
que tivemos ao nos mascarar
com um padrão imposto e
por medo de se expor não nos
revelamos.

Que perda de tempo!

Faltou experiência, devo até entender!
Mas será que o coração que se quer
encher não faltou a palavra na boca?
Ensopada de saliva, em sua loucura,
furiosa por ter sido domada pelo córtex
a não soltar nada que agradasse a si mesmo
ou aos ouvidos, pobres coitados, que
esperaram tanto do outro lado,
mas que tu deste uma pausa eterna
para pensar no que ia dizer?
Não, não foi falta de experiência mesmo!
Deve estar com tanto medo quanto eu da
exposição.

Pobres coitados sim, mas dos meus olhos,
que não vislumbraram na tela, ali naquele
curto espaço de tempo, uma palavra sequer
que os enchesse de lágrimas...de felicidade, óbvio!
Mas é a questão do tempo, entendo!
Tudo se resolve com ele, ou não! Fica do jeito
que está: inacabado para um e indiferente ao outro.

Ah, e o que tentaste fazer com algumas palavras
que por hora saíram como devaneios? Confundir?
Para que, por favor? Será que o que aconteceu não
já foi suficiente para saber o que era proposto
com a aproximação?
É, é isso mesmo que estás pensando agora! Não
cheguei do nada por acaso, nem vou voltar a ele!
Mas fui sincero ao dizer que a amizade é um dos
objetivos, pois sem ela o resto não funciona!
Ao acaso? Devaneios? Verdades?
No que tu acreditas? O que espera?
Ainda há tempo, pois a marcha é longa!
Façamos uma estrutura fortalecida, para
suportar o que virá e o que nem imaginas
que possa vir.

* Agradecimentos a Jonas Urubu,
que contribuiu com o pontapé incial.