domingo, 14 de dezembro de 2008

Vontade própria ou utopia imposta pela sociedade?

O mês é janeiro de um ano qualquer. É cedo. Cyrlene acorda, olha para o teto e pensa: “Eu? Ficar aqui com esses vizinhos barulhentos, sem educação, miseráveis de cultura e ridículos? Não, já se foi a hora de querer mudar o mundo e tudo permanecer igual! Vou mudar o MEU mundo” ...
Lembra do filho daquela patroa que Cyrlene tinha? O que gastava uma fortuna em som pro carro, só para os vizinhos estarem ouvindo o quanto ele é medíocre, pela qualidade das músicas que ouvia? Pois é, acabou-se descobrindo que é gay e dos bem mal falados nos círculos de amizades gays da cidade e de fora dela, pois sua fama foi conquistada primeiro fora da cidade onde vive e agora chegou aqui por conta de um ex-namorado que não suportou ser trocado por um vaqueiro de uma cidade miserável do interior por onde o tal rapaz andava. Mesmo ele sendo gay, sustentava um ar de “macho” pra manter as aparências, ouvia forró o tempo todo só andava em vaquejadas e se portava como um bruto, um ignorante total, mas era rodiado de flores toda vez que seu querido o recepcionava toda semana.
Cyrlene nunca foi de se conformar com algumas coisas que a vida lhe propos a entender, mas, como dizia um amigo da faculdade... “Cyrlene, você há de convir: todos essse moleques que estão por aí no mundo e fazem o que der na mente minúscula deles, ora bolas!” Daí, num sorriso verdadeiro, concordando, replica...

OS RELATOS DE UMA DOMÉSTICA, SEGUNDA PARTE: A RÉPLICA !

Olha, querido, devo imaginar como é, pois você não imagina como é essa família. Todos têm um problema daqueles a esconder ou explodir a qualquer momento, mas, com certeza, o do rapaz não é um problema e sim algo que ele teria que confiar em alguém para dividir e não ser um idiota disfarçado de cowboy urbano gay!
Ah, esses moleques de hoje são simplesmente um horror! Só andam desarrumados, cheirando mal, vivem bebendo em festas intermináveis, testando até onde vai o limite de seus corpos - que outrora já foram bem cuidados – e acabam por não dormir, fomentam suas vidas em um curso de Direito fajuto, imaginando que um dia um tio ou tia vai dar a eles um empreguinho. Mas esbarram nos exames de Ordem da vida e sentem que a vida não é tão fácil como imaginaram. E voltam a beber, como se tudo não passasse de um sonho. Perdão, pesadelo!
Ah, é a semana que troco de carro, estou comprando, à vista, um modelo econômico, completo, cheio de detalhes! Vou economizar e proteger a natureza. Sou uma doméstica ainda, reconheço, mas que mal há de se ter um carro que não me faça vergonha e chegar sempre no trabalho limpa, sem calor e ainda por cima ajudar a proteger o planeta? Pois o tal modelo é flex e o álcool queimado não polui tanto.
Em se falando de aquecimento...minha patroa acaba de "esquentar" meu salário, sem que eu nem ao menos mencionasse tal aumento. Ela comentou que dou valor às coisas em extinção, como educação, amizade e conhecimento, coisa que ela não enxerga mais em seus filhos. Coitada.. deve ter desistido do analista e, como economiza, está me pagando a mais. Também, com os filhos que tem, ela deve é estar com vergonha, pois naqueles não se deposita nada, pois não se recebe nada de bonito de volta.
Sobre o ex-namorado do filho da minha patroa? Havia de se parar o mundo para conhece-lo: lindo, inteligente, sagaz e cheio de força de vontade de ter sucesso nas mãos. Prometera até o mundo para o filho da minha patroa, mas esse aí...ficou com um vaqueiro de um lugar insalubre, onde perambulava quando queria beber e ouvir músicas sem sentido, só barulho... Ficou com o tal e foi pego! Um amigo deles em comum viu toda a cena grotesca e logo foi contar ao amigo, que outrora fora apaixonado verdadeiramente...Não sei quem é o errado na história, mas senti pena do garoto que era enganado. Deixa pra lá...

Estou perto das provas de final de semestre, pois houve uma greve e o meu período na universidade foi atrasado por conta disso. Pobres dos professores e miseráveis dos alunos que atrasam sua entrada no mercado de trabalho. Depois ficam comentando que o país não presta! Acho que quem não presta é quem faz o país.
Essa é a minha retórica, cheia de mágoa por pessoas que não seguem o curso normal da vida. Mas deixe viver, um dia enxergarão a vida como é realmente. Seremos felizes por isso, não?
Tenho enorme vontade de viver, de ser feliz, de ter sucesso. E já senti que isso só acontece com filhos de quem nunca foi rico ou enriqueceu por força de trabalho árduo e a escalada da vida foi tortuosa e agora se encontra onde todos querem estar. Vejo os "filhinhos de papai" estragando suas vidas, para depois tentar conserta-las. Se pudesse dar um conselho a eles agora, diria que a hora de mudar é agora, enquanto ferve a juventude. Mas não ligam mesmo, volto, então, ao meu curso, pois tenho que me ficar de férias e passarei as merecidas férias em alguma praia do Caribe, presente que vou dar a mim mesma por ter economizado para um novo carro, uma faculdade e um pouco de lazer.

sábado, 20 de setembro de 2008

Relatos de uma doméstica, em partes.

Sou Cyrlene, trabalho em uma casa de uma família de classe média-alta. Tenho o segundo grau completo, acabei de ser aprovada no curso de Direito em uma dessas universidades que estão em expansão e precisam de alunos pra aumentar o sonho de crescimento dos reitores com a arrecadação.
Meu patrão é ótimo, viaja muito e é um senhor muito culto. Empresta livros e sempre que vai à Europa me traz algo culto pra ler ou ouvir, pois eu fiz um curso básico e avançado de Inglês em um programa gratuito do município em que vivo.
Sempre que estou só na casa da família, estou com meu iPod ouvindo The White Stripes, U2, Madonna entre outros nomes da música pop. De vez em quando ouço Bethoven, Strauss, Rossini, Bach, tenho que confessar, pois aprendi a gostar desses quando essa família renovou seu acervo da estante para os novos “hits” do momento como “senta que é de menta” e “chupa que é de uva”, se não me falha a memória. Acredita que iam jogar a coleção toda de Vivaldi? Amei as quatro estações... Mas que gosto estranho o deles, ouvir algo que não tem sentido, não há musicalidade e nem poesia. Ah, adoro poesias, adoro versos...Drumond que o diga, o meu exemplar já está um lixo de tanto que reli.
Minha querida “patroa” é exemplo do que não se deve seguir, vive dizendo: “pois você tem é que casar com homem rico, que te sustente...” Nem comento o resto.
Sabe os filhos do casal? Do tipo que se faz de tudo pra eles e os mesmos sempre fazem NADA por eles mesmos? Vivem que nem a senhora sua mãe: vida de dondoca. Que educação, que lição de vida, que fim levarão as crianças? Que são lindas por sinal. Um deles bebe e já visitou os leitos de todos os hospitais, hora por acidente automobilístico, hora pra levar apenas picadas de glicose pra voltar à realidade que não quer viver. Pobre coitado! Já a filha é imagem e semelhança da mãe: namora um garotão bem mais velho que a ostenta com presentes fúteis e caríssimos. Riquíssimo ele, e sem conteúdo, pois pelo que vejo só faz e fala bobagens e gastou uma considerável fortuna em um sistema de som pra o carro, só para os vizinhos ouvirem o quanto ele é medíocre. Que coisa mais “sem noção”, dizem meus colegas do curso de Secretariado Bilíngue que vou às terças.
Vivo tudo isso de olhos bem abertos, pois um belo dia faleceu o chefe da casa! Pobres coitados, toda a fortuna foi para um homem na Holanda, com meu quem meu patrão tinha relacionamento de década. A filha está desorientada (mais ainda), pois sua grande paixão a traía com sua mãe, que hoje vive com ele e não dá a mínima para o que ela pensa disso. O filho mais velho? Está tentando arrumar emprego de empacotador num supermercado próximo onde moram, pois o salário não paga nem o transporte, que antes era de luxo, agora se resume em um coletivo.
Onde estou nessa? Nas horas vagas faço alguns relatos de uma vida que mudará, pois eu digo: alimente-se do medo, pra um dia criar coragem e ir lá e fazer acontecer. Mas não deixe o medo de ser “dono de seu nariz” criar coragem pra te dominar e fazer acontecer com você.
Volto, mas com outra história pra você. Até mais ver!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Vivemos entre anencéfalos

As pessoas são apenas o que as sociedades desejam que elas sejam. Sempre tem alguém que grita “não é bem assim”... Que elas têm coragem de sair de suas “conchas” e contar para o mundo quem realmente são e para que vieram e coisa e tal, mas não é sempre o que vivenciamos no mundo real. Para onde foi essa valentia toda?
Pra que estragar agora o que um dia será estragado por “inteligentes” integrantes dessas “sociedades”? Se existe intolerância nos minúsculos cérebros deles (se é que existem cérebros), deixa-os sofrerem com essa patologia hereditária, pois os seres conhecidos como “errantes” hoje estenderão as mãos para abrir as cabeças desses ridículos anencéfalos no futuro e acenderão uma vela, iluminando o mundo como ele realmente tem que ser.
Ponhamos então feras nos covis além dos lobos que ali estão, pois eles podem ser corrompidos...Deixemos que apodreçam ali, que sintam o poder dos seres “errantes”, que um dia implorem pelo nosso perdão e assumam que também eram “errantes”, mas que a sociedade os camuflou com sua flâmula podre e cheia de falácias em sua retórica...
Assim irão saber o verdadeiro gosto da vida, dos prazeres que nós errantes desfrutamos agora. Quem chega tarde come frio!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Quer vencer ou aceita a derrota?

É bom encontrar espinhos pelos caminhos por onde se trilha
para sabermos onde pisar no futuro.
Pobre animal... Alvejado antes de atacar visitantes em sua floresta...
Estava apenas defendendo seu lar!

Que pena, já foste cortejado(a) e não deu importância,
vejo então que te animas a solidão ou as más companhias,
pois a quem deveria agradecer mal se importas em retribuir
com um beijo, nem mesmo que fosse o da morte!
Corteje de volta, trate como gostaria que lhe tratassem,
não caia na tolice de ser idiota o bastante para
se colocar em um trono!

Assisto de camarote algumas derrotas,
pois elas me ensinam o que ser e o que fazer na hora de agir

Para quê sonhar tanto? Sei que é bom, pois sonhos se realizam.
Mas o exagero se torna uma armadilha sedenta de
seu sangue e de sua simplicidade, que ora foi trocada por
desejos fúteis e que logo que se chega em casa e abre-se os
presentes que destes a ti mesmo, vem a dor na consciência e a
vontade compulsiva e compulsória de ter novos “sonhos”.

Deposite parte de sua confiança nas amizades e o restante deixe
aplicado Para render mais, pois nunca se sabe em quem confiar de
verdade, assim como Nunca se sabe o que dali pode render.

Compulsividade...É na sua derrota que se enxerga que deveríamos
ter mais amigos do que sonhos. Onde se enxerga os espinhos nos
caminhos por onde trilhamos. Onde se agradece cortejando aqueles
que realmente nos amam, acreditam e depositam em nós a confiança.
Onde deixamos de ser idiotas e compartilhamos os tronos de cada um
para que todos os dias tenhamos um reino aos nossos pés.

domingo, 24 de agosto de 2008

Vai vestir o que hoje? (às 04:37 - madruga de um domingo qualquer aí)

Então...
Quando a gente fica sabendo da verdadeira história de um texto só depois que o lemos pela primeira vez, há um “sabor” diferente quando se lê na segunda e em diante.
Mudam-se as imagens em nossa mente, pois que o construímos como sendo “adequado” para o desenrolar da história, vira de pernas pro ar (tem gente que chama isso de imaginação). Assim como você faz quando ataca de anjo, vem pra cima falando “delas” e “disso e daquilo”... e é ali que te conheço de verdade, como num texto, lido pela segunda vez, após sabermos a real história.
Articular-se para parecer um tolo no intuito de “esconder” teu verdadeiro eu pode, em algum momento, fazer com que fique só, que perca a hora e outro alguém tome seu lugar, que foi conquistado por direito e merecimento. Por isso é recomendado ser você mesmo e não perder a oportunidade de fisgar da primeira vez quem te pisca o olho. O pior é que depois vem alguém te dizendo que é melhor esperar do que escolher precipitadamente. Daí tu te confundes e volta ao status anterior: fazer e se arrepender ou deixar de fazer e se arrepender do mesmo jeito?
Sabe ao que te aconselho? Faça, já que o arrependimento pode não existir nesse ato, pois pode dar certo e não fazê-lo resultaria em dois arrependimentos.
Jamais compre “aquela” roupa íntima pra ser usada “naquele” momento, pois esse “momento” pode acontecer antes ou depois do que se imagina. Compre então várias peças para todos os dias estar pronto para o ato, onde a “embalagem” não interessa muito, mas o ato em si. O Ministério do Bem Estar adverte: este conselho ridículo é válido para ambos os sexos!
Sabe o porquê disso tudo? Pelo simples fato de você só saber da verdadeira história daquele texto ou ato depois que o leu ou de consumado, então o sabor será mais gostoso se provares antes mesmo de conhecer o que há por trás disso tudo, seja com aquela cueca ou calcinha provocante que tanto esperou para vestir no dia “D”.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Força de Vontade

O, você está ai, nem percebi o leve piscar de teus olhos a me espreitar.Estava tão distraido com meus botões a teclar que só dei conta de ti pelo seu belo olhar gritando pra mim: "hei, bobo, os ares mudaram, já é verão, sua estação favorita! Vamos, deixe de me olhar desse jeito, pois o inverno já passou e não precisa mais esse olhar frio pra mim".
Dei um sorriso e entendi naquele momento que vc gostava mesmo de mim, e não é que já até sabia da minha estação predileta? Nossa, como você se parece comigo! É... vc provou q gosta mesmo de mim e, após tantos sinais que você me deu, acabei percebendo que realmente te mereco e te dou ouro por sua incansável força de vontade em jamais ter desistido de mim.
É tamanha a felicidade de ter você que o verão precisa ter o sol se pondo 365 vezes...
Longe de mim inverno, não te suporto, pois ainda não posso estar agarrado ao meu amor. Entao vá, suma com seus ventos gélidos e suas chuvas mentirosas, dizendo que é o fim, mas é apenas o começo...
Tua rua de areia é convite para aventuras na madrugada, mas o retorno das aventuras tem sabor de despedida. Retorno então pra meu esconderijo, onde me refaço de uma noite não programada, mas que foi uma das melhores que já vivi...mas sempre imagino que haverá outras...sempre!Agora em meu esconderijo estou sujo da areia de tua rua, com o cheiro do teu casaco naquela noite de aventuras, num falso inverno...onde o leve piscar de teus olhos me fez acordar pra ti, pra sempre.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Net

Você pensa que é fácil amar-te? Que é fácil ficar distante de ti? Que, apesar de sermos como um só, estamos a uma certa “distância” que amarga a solidão, mas que adoça a saudade, pois assim que nos vermos novamente ela faz nosso sangue correr mais rápido em nossas veias.
Sinto você aqui, ao meu lado, como se fosse real, e quando nos falamos ou leio o que tu escreve, ouço tua voz em meus ouvidos. É tudo muito real, apesar de vivermos a maior parte do tempo na “virtualidade”.
É...seus cabelos estão cada vez mais lindos...Pena que não sinto seu cheiro!
É...a rede de vez em quando balança e nos faz cair, mas voltamos como num piscar de olhos. Os fios e cabos que a compõem são fortes, mas não tanto quanto nossos sentimentos.
Viver assim é até bom, pois quando amargamos a solidão e adoçamos a saudade com uma visita ou outra, parece que fortalece tudo que construímos... Mas não vamos ficar o tempo todo assim, isso vai acabar e estaremos juntos de vez!
Grande amiga NET (em Português significa REDE). Ela “pesca” nossos corações e os envia ao mercado virtual para ser repartido entre nós mesmos, sem que ninguém veja ou se intrometa. É o milagre da multiplicação dos bytes.
Mas, tenho certeza, que te segurar em meus braços é melhor, te sentir é melhor, te tocar é bem melhor...
Ah, não esqueçamos de agradecer a Alice pelos serviços prestados nas madrugadas frias, onde duas buzinadas deixam os ouvidos atentos e o coração batendo forte pela emoção de ver passar ali um grande amor!
E não é que esse grande amor voltou às telas tão depressa que nem percebi? Que carinha mais “goxtoza”, que sorriso lindo. Os indígenas também são responsáveis por isso tudo, sem falar nos astecas, por ajudarem a descobrir o chocolate, mesclado ou puro, traduz a delícia que é ter você, melhor ainda quando lhe tiro um pedaço! Grande sacada de um povo que já sabia o que prestava!
Então, quando desconecto vivo uma realidade que só teria graça se estivesse aqui, bem ao meu lado, pra te dizer “boa noite, te adoro”, mas essa hora vai chegar e estarei lendo isso aqui pra poder rasgar na tua frente e refazer tudo outra vez!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Fila da Lanchonete Lotada!

O medo é o primeiro sentimento dos bravos. O segundo é suprimir todos os outros.
Dizem que "a porta da rua é serventia da casa" quando não precisam mais de ti, pois a boca de quem agrada quando vc ajuda é calada pelas mesmas mãos que te empurram no abismo do esquecimento. Mas sempre vai existir o "perdão" para essa pessoa voltar a precisar de ti e as portas estarão “sempre abertas”.
Sabe-se que a lei existe, mas torna-se vergonhoso cumpri-la por vários motivos, inclusive aquele de se sentir idiota no cumprimento dela.
Os que perguntam quando você vai casar são aqueles que tiveram experiências pra lá de desagradáveis com o casamento e sentem-se bem quando vêem outros na mesma.
Como falar de inferno astral sem nunca ter estado, nem ao menos ter passado pela porta do reduto maldito?
Casamento é um clube onde vêem pessoas de todas as partes desfrutarem de sua piscina, da boa vontade de sua mulher e ainda reclamam que ali vc não faz nada nem merece o que tem.

Já pra cama!

Alguma vez você saiu antes do filme acabar? Mesmo sem gostar do inicio ou do desenvolvimento, o final q você deixou de ver poderia ter sido surpreendente.
Sabe por que te evito? Talvez por gostar de você demais, já ter dito isso muitas vezes e, por ignorância, tu não tenhas percebido. Tenho vergonha de ouvir você se lamentar por não ter vindo antes e ter feito tudo o que queria, mas a fraqueza (sempre ela) foi a culpada e não você. Por isso tenho pena dos teus olhos e dos teus lábios. Eles eram o verdadeiro sinal da tua paixão, que foram mal conduzidos por uma mente curiosamente infantil.
Quer biscoito?
Pare com isso de "mas eu achava que" Você não tem tempo para pensar e sim para agir. Então aja!
Porque seguir passos que não são os teus, não tem o seu tempo e ritmo e nem sequer se deram ao luxo de usar um Prada? Por favor, faça com classe da primeira vez, pois humildade é para poucos que já nasceram com o dom (coisa que, sinceramente, você não tem).
A Segunda faz do Domingo um tédio limitado, onde não ha tempo para comprar um Prada, olhar fundo em teus olhos, beijar teus lábios sujos de biscoito e te dizer, humildemente, que fique mais um pouco e que ainda adoro você.
Mas não dá, não e? É, sei que é tarde, pois "crianças" têm que ir para a cama cedinho.
Ah, escove os dente e vá ao banheiro antes de ir deitar pra não fazer na cama.
Deus te abençoe.

MEDO

Lembra que há tempos tínhamos medo das coisas?
Medo das reações das pessoas, de ficar só, de não achar o caminho de volta, de se perder da mãe ou do pai num local movimentado, de não ser aceito...
O medo nos ajudou (e ajuda) a aprender a falar, a sentir, a ferir e a se machucar.
Ouro dia soube de um casal que se reconciliara, mas dias antes uma das pessoas havia dito sobre o horror que era estar junto à outra pessoa com quem havia reconciliado. Seria medo de não sofrer mais? Ou havia se acostumado a viver sem amor e por isso existia o medo de tentar de novo, de ser feliz em outro relacionamento?
Com o passar do tempo, perdemos um pouco dos medos, falamos com ousadia sobre a vontade de sermos livres, de aceitarem (e de impormos) nossas condições, nossos medos como são até que um dia falar dos medos não passe de um sentimento fútil, já que enfrentamos todos eles e não há mais nada a temer.
Vivemos o que o tempo dos outros nos dita e sabe por quê? Por medo de sermos pisoteados pelo próprio temor destes “outros” em jamais serem destemidos como somos e de jamais encontrar alguém como nós. Mas, felizmente, somos únicos e disso não temos medo algum.

Neura

O Paraíso é um lugar sem nome.
Plágio é uma idéia que publicam antes que você o faça.
Você continua sonhando após acordar?
Sua vida é um teatro e seu papel principal nunca condiz com a realidade que VOCÊ quer viver?
Seus planos levam a resultados completa e absurdamente
sem nexo e sempre dizem que “É NORMAL”?
Cemitérios devem ser coloridos.
Só criticam você quando algo dá errado e foi justamente naquele momento em que você não teve culpa alguma daquilo.
“EU TE AMO” é muito vulgarizado e ninguém muda a letra dessa música.
Caridade para o inimigo não é só o silêncio, mas também a tolerância.
Saladas e caminhadas faz bem, mas poucos comem e se exercitam.
Comportamento psicótico é justamente o problema de quem o tem, mas diz que é você quem sofre disso.
A culpa da gordura localizada é da boca!
Se você sonhou que estava no teatro, no papel de um obeso, onde nada do que fazia dava certo, era sempre o culpado de tudo, ninguém te dizia EU TE AMO e você acabou num hospício por acharem que era um psicopata, CUIDADO: pode não ser sonho e no final pode não haver tempo de pedir para pintarem sua lápide de uma cor que você goste.
Mas não se preocupe, tudo isso “É NORMAL”.
(Olivaldo Junior)