quinta-feira, 14 de agosto de 2008

MEDO

Lembra que há tempos tínhamos medo das coisas?
Medo das reações das pessoas, de ficar só, de não achar o caminho de volta, de se perder da mãe ou do pai num local movimentado, de não ser aceito...
O medo nos ajudou (e ajuda) a aprender a falar, a sentir, a ferir e a se machucar.
Ouro dia soube de um casal que se reconciliara, mas dias antes uma das pessoas havia dito sobre o horror que era estar junto à outra pessoa com quem havia reconciliado. Seria medo de não sofrer mais? Ou havia se acostumado a viver sem amor e por isso existia o medo de tentar de novo, de ser feliz em outro relacionamento?
Com o passar do tempo, perdemos um pouco dos medos, falamos com ousadia sobre a vontade de sermos livres, de aceitarem (e de impormos) nossas condições, nossos medos como são até que um dia falar dos medos não passe de um sentimento fútil, já que enfrentamos todos eles e não há mais nada a temer.
Vivemos o que o tempo dos outros nos dita e sabe por quê? Por medo de sermos pisoteados pelo próprio temor destes “outros” em jamais serem destemidos como somos e de jamais encontrar alguém como nós. Mas, felizmente, somos únicos e disso não temos medo algum.

2 comentários:

GLOBO.COM disse...

nossa oliver...vc realmente é d+++
e essa escritura sobre o medo é a com quem mais me identifico...

vlw...abraços!!!

Oliver disse...

Muito obrigado.